Compartilhe
Tamanho da fonte


27/9/2017
COMO USAR A BOLA NO CONCEITO NEUROEVOLUTIVO BOBATH?
A terapeuta ocupacional Oacy Veronesi explica como a bola pode ser utilizada como recurso dentro do conceito neuroevolutivo Bobath, seus principais benefícios e os cuidados necessários na prática

A terapeuta ocupacional Oacy Veronesi tem dedicado boa parte de sua vida aos estudos e à prática de intervenção e reabilitação infantil.

Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ela iniciou seus estudos no conceito neuroevolutivo Bobath ainda nos anos 1970, quando fez seu primeiro curso com Karel Bobath e a sra. Bobath na Western Cerebral Palsy Centre, em Londres. Logo depois, viria a trabalhar com o casal na Unidade de Paralisia Cerebral do Hospital Harperbury, en Radlett, também na Inglaterra.

Em 1979, especializou-se no tratamento de bebês com E. Kong e Mary Quinton em Berna, na Suíssa. Nos anos 1980, fez parte da equipe de Arnold Sameroff, que então desenvolvia a pesquisa do modelo transacional de intervenção precoce, no Institute for the Study of Developmental Disabilities, da Universidade de Illinois, EUA. Atualmente, vem atuando na área de intervenção com crianças com distúrbios neurológicos em sua clínica, a Focus on Kids.

Nos dias 14 e 15 de outubro, Oacy trará toda a sua experiência e currículo para o curso de Manuseio na Bola na Inclusão Eficiente Nordeste, em Recife (PE). A profissional tirou algumas dúvidas sobre a utilização da bola nas práticas de intervenção e deu mais detalhes sobre a metodologia do curso. Confira:

Inclusão Eficiente Nordeste: Quando optar pelo uso da bola? Em que casos, em que momentos ou contextos?
Oacy Veronesi: O uso da bola no conceito Bobath neuroevolutivo é mais um instrumento que se pode utilizar no tratamento para ativação de tronco, em cima de uma base de apoio móvel, que é totalmente diferente de fazer a facilitação de uma transição de movimento ou de uma ativação de tronco em uma base estável. No nosso curso, vamos fazer facilitações para diferentes apoios de braço e também para aumentar e dar mais informação no sistema somatossensorial, e para elicitação das reações de equilíbrio.

IEN: Quais os benefícios do manuseio na bola para a criança assistida?
OV: Quando utilizada apropriadamente, por ser uma base de apoio móvel, a bola proporciona uma constante ativação do tronco em diferentes planos, além da possibilidade de apoios para os membros superiores. Durante a intervenção no conceito neuroevolutivo, a bola é mais um recurso terapêutico na preparação para a função proposta.

IEN: Quais os principais cuidados na atividade de manuseio com a bola?
OV: O principal cuidado é que a criança deve se sentir segura, ou seja, ela não pode ter medo de estar na bola. O segundo cuidado é que os objetivos para usar a bola têm que estar bem definido, isto é, é preciso se perguntar: "Por que estamos usando a bola?". E também um bom conhecimento da biomecânica dos movimentos a serem facilitados, já que se trata de uma superfície móvel, diferente de facilitação de movimentos em cima de uma superfície plana e fixa.

IEN. De forma geral, que conteúdos serão abordados durante o curso?
OV: Nós faremos uma análise biomecânica de transições de movimento em superfícies fixa e móvel. O curso também terá muitos laboratórios de movimento, análises de vídeos nos quais estamos fazendo intervenção utilizando a bola e vamos ver porque estamos utilizando a bola. Além de fazer sessões de problemas-solução em cima de análise de atividades funcionais. Basicamente esse é o conteúdo do curso.

*O curso Manuseio na Bola acontecerá nos dias 14 e 15 de outubro, na sede da Inclusão Eficiente Nordeste, em Recife (PE). Saiba mais informações pelo e-mail contato.pe@inclusaoeficiente.com.br!




voltar