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9/12/2016
PARTICIPAÇÃO SOCIAL DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA
A participação Social é definida pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como o ato do indivíduo envolver-se em suas atividades diárias. Dentro da CIF, através de um sistema de classificação, estão os componentes de saúde, ou seja, fatores que estão diretamente relacionado ao estado de saúde do ser humano, entre eles temos as funções e estruturas do corpo, as atividades e a participação, relacionadas aos contextos ambientais.

No desenvolvimento infantil, o início da vida social da criança é marcado com a chegada da idade escolar, em que ela passa do núcleo familiar ao ambiente social escolar que, além de ser um espaço de aprendizagens educacionais, também envolve a questão da socialização e da construção da criança enquanto um sujeito com papéis sociais. Essa construção é prejudicada quando o acesso ao ambiente escolar, na modalidade da educação inclusiva, é negado às crianças com deficiência. Atualmente, existem leis específicas que garantem o direito ao acesso igualitário em escolas regulares, porém, avaliar a relação que o ambiente possui neste processo inclusivo se faz necessário, pois de acordo com a CIF e as leis em vigor, o ambiente deve estar adequado as necessidades específicas da criança, como por exemplo, ter uma adequação ambiental e adaptação curricular, possuir um professor auxiliar, entre outras, a fim de garantir uma real participação desta criança no ambiente, respeitando suas particularidades e criando consciência social a respeito das diferenças.
Além de garantir a participação social efetiva dentro do ambiente escolar, também se faz necessário refletir esta mesma participação em outros ambientes sociais. Desta forma, as estratégias podem ser elaboradas no sentido de promover práticas que visem a reinserção social desta população historicamente marcada pela exclusão. Diante disto, entende-se ainda que a naturalização de conceitos padronizados, a implementação de políticas para a pessoa com deficiência, como também práticas voltadas ao dia a dia oportunizam a viabilidade deste processo.
Pode-se dizer que a forma como a criança e ambiente interagem, define a qualidade do desempenho de sua participação social e da funcionalidade. A criança gera demandas para o ambiente, e este responde através de seu funcionamento, que deve ser modificado a todo instante a fim de responder de forma positiva com os elementos necessários para que ocorra a aprendizagem social.
Além das barreiras físicas, as barreiras sociais e atitudinais representam um desafio para o uso de espaços comunitários. Oportunizar um acesso igualitário a estes espaços representa construir participação e envolvimento em situações de vida diária, ou seja, conforme afirma CIF, direito ao acesso à saúde através de um de seus componentes: a participação social.

Aline Zanotto, Terapeuta Ocupacional, Assessora e Consultora da Inclusão Eficiente

*Texto baseado nas referências da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)




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