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10/2/2017
O PAPEL DO ACOMPANHANTE TERAPÊUTICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
O trabalho de acompanhante terapêutico (AT) surgiu na Argentina e se difundiu no Brasil na década de 60, largamente utilizado e conhecido pela atuação na área da saúde mental. O público que se beneficia do trabalho de um AT é bastante diversificado, desde crianças, adultos e idosos, e vem se tornando cada vez mais uma referência para o público infantil no que diz respeito à intervenção focada no dia a dia.

O AT exerce um papel fundamental na vida de quem necessita de um suporte para poder usufruir de todos os aspectos de sua rotina. Especialmente com crianças com deficiência, o papel de AT é essencial é está diretamente relacionado ao seu desenvolvimento integral, já que em função de sua deficiência, seja ela qual for, a criança apresenta déficits.

Esse tipo de acompanhamento pode ser considerado um instrumento de mediação nas atividades realizadas pela criança, dentro do seu ambiente natural, ou seja em sua casa e nos ambientes que frequenta normalmente, buscando sempre instigá-la a dar o seu melhor, porém não executando as funções por ela. Sendo assim, o AT surge como um filtro para a criança, dificultando tarefas como forma de estimular os desafios, e facilitando quando a criança necessitar para obter sucesso e motivação.

Um dos objetivos é possibilitar que sejam favorecidas as vivências necessárias para as aprendizagens básicas, algo que ocorre naturalmente para as crianças típicas mas pode necessitar desta mediação quando há alguma deficiência. Os diversos ambientes que a criança vive estão repletos de informações que muitas vezes necessitam desta mediação para serem interpretadas.

As terapias oferecem ferramentas e habilidades muito importantes para o desenvolvimento da criança, e podem ser levadas para todos os contextos por meio do papel do AT, sendo uma das suas funções, mediar as brincadeiras e tarefas em casa a partir destes instrumentos que a criança adquiriu em terapia.

Esta visão para o desenvolvimento integral é favorecida pelas experimentações, as trocas, as aventuras e tudo mais que envolve este universo lúdico da criança, funcionalizando as aprendizagens de maneira natural. O AT torna-se um parceiro da criança, onde por meio de empatia, dedicação e envolvimento, provoca o despertar do interesse e a disposição da criança em manter-se engajada, que favorecerá o sucesso desta parceria.

O Programa de Intervenção Domiciliar - o LIFE, traz em sua proposta a atuação do AT junto da criança, onde por meio de um trabalho direcionado por nossos assessores, avaliam-se as demandas específicas, os déficits e também as potencialidades, trazendo para o dia a dia orientação de intervenção no ambiente natural, favorecendo o desenvolvimento das habilidades e aprendizagens.


Aline Zanotto
Assessora e Consultora da Inclusão Eficiente




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