Compartilhe
Tamanho da fonte


2/4/2017
O AUTISMO DO GABRIEL E SUA PARTICIPAÇÃO SOCIAL EFETIVA
Gabriel, reside em Chapecó com seus pais, tem 4 anos, gosta de ir à casa das avós, brincar no parquinho do Eco Parque e do mercado, encanta a todos sendo modelo fotográfico de sua mãe que o registra nos momentos de brincadeiras.


Tudo começou quando, aos 2 anos e meio a família recebeu diagnóstico de Autismo, nas primeiras buscas de intervenções os pais encontraram acolhimento na Terapia Ocupacional, na Fonoaudiologia clínica e logo em seguida, conhecendo a Inclusão Eficiente.
Para a iniciação do Programa de Intervenção Domiciliar LIFE do Gabriel, foi necessário realizar uma análise geral do contexto da criança e suas especificidades, por ser recente o diagnóstico era necessário bastante cautela para fazer os melhores apontamentos e direcionamento de sua intervenção. Mesmo nesta etapa do seu desenvolvimento, em uma idade tão precoce, o programa pareceu ser muito adequado, por mais que imaginemos que são poucas as atividades sociais de uma criança de 2 anos e meio, elas são cruciais para o seu progresso.
Quando pensamos em uma criança desta idade, o brincar se referencia, principalmente pela interação com a família e outras crianças, momentos em que elas estão descobrindo as principais relações sociais e as brincadeiras de troca, e tudo isso acontecendo em diversos ambientes. Através do Programa de Intervenção LIFE e o acompanhamento terapêutico supervisionado, foi possível construir uma gama de intervenções que visassem melhorar a exploração do cotidiano do Gabriel.
O primeiro Programa teve como objetivo proporcionar o envolvimento da criança nas atividades que realiza diariamente, o reconhecimento de si e do contexto familiar em que está inserido, a exploração das atividades de vida diária como forma de exploração da cognição no ambiente natural.
Todo momento é um oportunidade de estimulação, interação e aprendizagem e assim atividades como dividir um lanche, compreender as etapas da atividades diárias, se perceber dentro de um contexto e significar sua participação são grandes meios de suprir as necessidades do Gabriel para potencializar sua participação.
Estruturar foi o princípio desse programa, antecipando os estímulos, conduzindo a criança pelas etapas tornando significativo seu envolvimento com a intervenção. É preciso garantir à criança uma acomodação adequada dos estímulos e das informações, pois sem este caminho fica difícil se apropriar desse conhecimento, para superar os desafios.
Atualmente a rotina do Gabriel é associar atividades de estimulação e acomodação sensorial e de ganho de funcionalidade. Tudo isso é colocado em prática de maneira lúdica e ligando ao contexto escolar, vivenciando as aprendizagens deste ambiente no ambiente domiciliar.
Alexandre e Simone, pais do Gabriel, apontam que “A implantação do programa melhorou significativamente a vida do Gabi. Como qualquer criança diagnosticada com o TEA, ele é um menino que necessita de previsibilidade e principalmente estrutura na sua rotina. A consequência dessa estruturação aplicada no seu dia a dia, é perceber meu filho mais organizado, com maior compreensão e autonomia. Algo que evolui gradativamente, e que o permite ter maiores condições de alcançar um desenvolvimento adequado para a sua idade. Isto possibilita que ele explore coisas novas e descubra mais sobre si mesmo, sem sofrer a sobrecarga natural de estímulos que as crianças recebem hoje em dia, os quais ele possui muita dificuldade em filtrar e o tornariam sujeito à “crises” com maior frequência. Persistir nesta organização, e também aprender a lidar com a chamada “quebra da rotina” outro problema que ele enfrenta é um exercício diário proposto pelo programa, o qual nos fornece maior segurança para lidar com nosso filho, de acordo com as diferentes etapas do seu crescimento, e contribuem para que Gabriel possa simplesmente ser o que é: uma “criança”.
Observando o caso do Gabriel, é possível afirmar que o trabalho quando realizado envolvendo família, saúde e educação, cria-se uma rede efetiva de suporte para o desenvolvimento integral criança.

Marney Vieira da Costa Terapeuta Ocuapacional
Vanessa Maghry Pedagoga
Assessores da Inclusão Eficiente




voltar