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26/5/2017
TECNOLOGIA ASSISTIVA EM INCLUSÃO ESCOLAR
Amanhã, dia 27 de maio, terão início as aulas da primeira turma de pós-graduação da Inclusão Eficiente em parceria com a Faculdade Santa Rita, celebra-se ainda a primeira especialização dedicada exclusivamente para terapeutas ocupacionais de nosso país, estamos extremamente felizes. E para comemorar esta conquista fizemos uma entrevista com a Alessandra Cavalcanti, que para quem é TO dispensa apresentações, e para quem não é, a apresentamos como uma das mais importantes terapeutas ocupacionais do Brasil, professora da Universidade Federal do Triangulo Mineiro, pesquisadora, autora de muitos trabalhos na área de tecnologia assistiva e terapia ocupacional e teremos o prazer de tê-la conosco ministrando a disciplina de Tecnologia Assistiva em Educação Inclusiva.

A inclusão escolar no Brasil segue tendências mundiais e pode-se dizer que temos uma das melhores leis do mundo. Entretanto, uma das maiores dificuldades encontradas na eficácia do processo de inclusão escolar é a formação profissional. De acordo com a Doutora Alessandra Cavalcanti avançamos muito nos últimos vinte anos acerca de legislação e atendimento às pessoas com deficiência e o maior problema talvez não venha apenas da falta de informação dos professores, mas desse desconhecimento e preconceito também da sociedade em geral, incluindo a família, pais e cuidadores dessas pessoas. Alessandra afirma que é necessário incentivar e promover ações que visem à formação dos diferentes profissionais, de modo a assegurá-los sobre suas práticas para com as pessoas com deficiência/de inclusão.

Adentrando mais na questão de capacitações, sabemos que não é precária apenas a formação de profissionais da área da educação, mas também os da saúde que participam cada vez mais efetivamente, inclusive modificando suas nomenclaturas, como a Terapia Ocupacional, que já se considera também, uma profissão de educação. Quando questionada sobre a percepção de interação entre profissionais de saúde e educação e a formação de TO em Educação Inclusiva, Alessandra expõe que “[...] esse espaço está sendo conquistado paulatinamente. Os profissionais vão se apropriando de novos e importantes conhecimentos de outras áreas, possibilitando interações pertinentes e interessantes. Quanto a TO em Educação Inclusiva, os conceitos são bem mais amplos do que apenas se pontuar que a TO é da saúde e vem se considerando da educação também... Na verdade, a profissão tem o foco em envolver a pessoa em tarefa que ela deseja ou necessita, esta é a essência da profissão... paralelo a isso temos desde 2001 a Organização Mundial de Saúde dizendo que condição de saúde não é ausência de doença, pelo contrário, em muitos casos existe a doença/deficiência e um envolvimento em tarefas/atividades com participação social.”

“A Tecnologia Assistiva subsidia o conhecimento sobre produtos, estratégias, serviços e práticas voltados para ampliar a autonomia de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Assim, ao entender sobre TA tem-se o saber sobre esta nova área que fornece possibilidades para inclusão da pessoa com deficiência, oportunizando autonomia, independência e participação”, defende Cavalcanti, sobre seu campo de domínio e disciplina que ministrará.

Finalizando a entrevista, Alessandra nos conta que participou do evento em comemoração aos 100 anos da Terapia Ocupacional nos EUA, o qual lhe reafirmou quão poderosa e valorizada é a Terapia Ocupacional e que no Brasil ainda não descobriram todo seu poder e dimensão, mas continuamos na busca e no caminho para que sejamos tão reconhecidos quanto lá fora.
Que esta primeira Pós Graduação exclusiva para Terapeutas Ocupacionais no Brasil traga um maior empoderamento desses profissionais e engajamento para tornar a Terapia Ocupacional mais reconhecida e valorizada. Sejam bem-vindos alunos!



Na foto, podemos ver uma das terapeutas ocupacionais mais importante dos Estados Unidos Trombly junto com a Cavalcanti. Créditos: Facebook




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