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28/8/2017
EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA PRÁTICA
Ter um profissional da saúde dentro da escola é mais do que essencial para a prática da Educação Inclusiva. E como especializar estes profissionais para isso?

A Educação Inclusiva é um tema que vem sendo cada vez mais discutido e propõe um ambiente escolar unificado, sem separação, com salas de aula com adaptações, físicas e acadêmicas, para receber alunos do mesmo período escolar sem discriminação. Dentro da escola, aprendemos a conviver socialmente, além do respeito com o outro, geralmente este é o grande contato social da criança fora ao da família, onde ela já conhece os conceitos e regras existentes. Na escola é onde acontece os primeiros passos para um bom relacionamento humano.

Frente a isto, as escolas estão investindo em um ambiente mais receptivo e adaptado, fazendo com que profissionais das mais diversas áreas se especializem na atuação em busca de uma escola para todos.

O DNA da Inclusão Eficiente é uma participação efetiva de todos os alunos matriculados na escola, com uma experiência de alguns anos, a empresa criou em parceria com a Faculdade Santa Rita a pós-graduação Latu Senso em Terapia Ocupacional em Educação Inclusiva, pioneira no país e que oferece para seus alunos o que há de mais moderno no mundo, tanto de teoria como referencia de instituições que ditam os próximos passos da Educação Inclusiva no mundo, como é o caso da conferencia da ONU de 2017, que contou com a presença de representantes da Inclusão Eficiente.


Uma de nossas alunas, a Terapeuta Ocupacional Letícia Rocha Cansian, que é formada pela UFPR e realiza atendimentos de terapia ocupacional, baseada no Conceito Bobath e na Terapia da Integração Sensorial, nos Consultórios Associados de De Rehabilitação Infantil de Chapecó/SC, conta um pouquinho sobre o que está achando da pós-graduação e o que, embora esteja em sua terceira aula, já está ajudando em sua carreira.

1- O que fez você escolher a pós da Inclusão Eficiente?

Além de já conhecer a empresa e grande parte dos professores que ministrarão as aulas, foi o tema da pós que me fez escolher. Tenho consciência de que para atender os meus clientes, de maneira integral, não posso deixar de investir na inclusão delas na rede regular de ensino, garantindo ao máximo o sucesso neste processo. Tenho grandes expectativas de que com esta especialização estarei bem preparada para atuar neste meio.

2- Como você acredita que a terapia ocupacional pode contribuir dentro do formato atual de educação no Brasil?

A terapia ocupacional tem como objeto de estudo a ocupação humana. No caso da criança, uma das principais ocupações é o estudo e as atividades escolares. Assim, compreendendo as dificuldades, com a pós-graduação serei capaz de vislumbrar as potencialidades da criança com deficiência, seja esta qual for. O TO pode auxiliar nas maiores dificuldades encontradas pelos professores e gestores, como adaptação curricular, capacitação dos professores e gestores, estratégias sensoriais para auxiliar quanto a aprendizagem, comportamento e socialização, conscientização da comunidade escolar quanto às potencialidades das pessoas com deficiência, dentre tantos outros temas.

3- Diante dessa proposta pioneira de pós graduação em educação inclusiva no país na terapia ocupacional, qual o impacto no mercado você acha que terá com esses novos profissionais especialistas nessa área?

Acredito que a TO vem sendo mais conhecida e bem vista, porém ainda temos muito a caminhar. Na área da educação, quanto maior for o número de profissionais efetivamente intervindo dentro das escolas, mais nosso trabalho será visto como um diferencial para o sucesso da inclusão das crianças com deficiência. Não acho que será algo que acontecerá logo, mas é um ótimo começo esse nosso pioneirismo.

4- Quais as suas expectativas com esta Especialização?

Estar preparada para os desafios na inclusão das crianças com deficiência, principalmente com as crianças com deficiência intelectual e autismo, pois a maior dificuldade é em adaptar o conteúdo, as atividades e as maneiras de avaliá-las. Tenho também a expectativa de auxiliar efetivamente os professores a realizarem tais adaptações e ver os avanços escolares dos meus pacientes.

5- Mesmo sabendo que a pós iniciou há pouco tempo, o conteúdo e discussões no curso já possibilitaram alguma mudança na sua prática profissional? Como? Exemplifique.

Já sim. Minha visão está mais ampla e mais preocupada com esse contexto ocupacional tão importante da criança. Após o início da pós fiz visitas em escolas e me senti mais preparada e fundamentada nas orientações e sugestões passadas às professoras. Já consegui conscientizar uma das professoras a permitir o uso do computador a uma criança com autismo para que ela faça os temas escolares e o que era uma atividade super desgastante para a família tornou-se muito mais leve e a criança tem mostrado efetivamente seu potencial. Está sendo ótimo!




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