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13/10/2016
13 DE OUTUBRO - DIA DO FISIOTERAPEUTA E TERAPEUTA OCUPACIONAL
No Brasil, no dia 13 de outubro é comemorado o Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, profissionais especializados no Movimento e na Ocupação Humana. Profissionais que transformam e ampliam movimentos em autonomia, participação e qualidade de vida.

Por: Vanessa Madaschi, Diretora da Inclusão Eficiente SP

No Brasil, no dia 13 de outubro é comemorado o Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, profissionais especializados no Movimento e na Ocupação Humana. Profissionais que transformam e ampliam movimentos em autonomia, participação e qualidade de vida.

Ambas as profissões foram criadas num único decreto no dia 13 de outubro de 1969, o que determina ser neste dia comemorado o dia do profissional no Brasil.

Nós, da Inclusão Eficiente, parabenizamos a todos os profissionais! E damos ênfase especialmente ao trabalho do terapeuta ocupacional, ainda pouco reconhecido em nosso país.

No Brasil, o primeiro curso de Terapia Ocupacional, instalado pela ONU em 1948, com duração de um ano, foi ministrado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Assim profissão chega ao Brasil nos anos 50, tendo as primeiras escolas fundadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Em 1957 surge a World Federation of Occupational Therapy (WFOT), que contribuiu positivamente para o desenvolvimento da profissão, universalizando o programa educativo e expondo padrões básicos exigidos para a formação do Terapeuta Ocupacional.

Há referências, ao longo da história, que apontam para a importância da ocupação como um processo terapêutico. Os chineses, em 2600 a.C., consideravam atividades como terapia. Hipócrates, em 220 d.C. enfatizava a ligação entre o físico e a mente e recomendava atividades físicas e o trabalho como formas de tratamento.

No entanto, só nos países mais afetados pela Segunda Guerra Mundial (1939- 1945) se viria a implantar fortemente a Terapia Ocupacional, com a criação de novos e mais departamentos onde se sentia uma forte influência militar. Isto porque o trabalho deveria ter um papel relevante na reabilitação e integração dos soldados feridos, nomeadamente através da reaprendizagem das atividades da vida diária e artesanais.

Existia por isso a convicção de que a ocupação ajudava a retornar ao mundo da atividade normal e contribuía para que o paciente melhorasse simultaneamente das suas incapacidades.

Surgia assim a ligação da ocupação ao modelo médico, embora com a preocupação de adequar cada atividade às necessidades individuais de cada pessoa em tratamento, valorizando a motivação e a autodeterminação.

Nos anos oitenta, vários autores questionaram esta ligação ao modelo médico, embora reconhecendo ter sido importante para a credibilidade da Terapia Ocupacional. Sentindo o risco da perda de identidade profissional (muitas vezes havia semelhança entre a Terapia Ocupacional e a Fisioterapia), retomaram o conceito primordial que liga a ocupação à saúde.

Muito se evoluiu desde então. Paradigmas foram construídos e modificados até o momento atual. Entendemos que o paradigma Emergente ou Contemporâneo, onde os terapeutas ocupacionais propõem-se intervir em qualquer situação em que ocorram alterações do desempenho ocupacional caminha de acordo com os princípios e filosofia de nossa empresa.

No ano de 2000 surge a Ciência Ocupacional que é atualmente um dos pilares fundamentais da Terapia Ocupacional. Surge na altura em que a prevalência de pessoas, com deficiências e/ou doenças crônicas causadoras de limitações na participação, começa a ser extremamente elevada e se discutem os direitos dessas mesmas pessoas (Yerxa, 2000).

A Ciência Ocupacional, uma disciplina acadêmica que estuda a forma, a função e o significado da ocupação, bem como o contexto no qual a mesma ocorre, fornece as bases para que as abordagens em Terapia Ocupacional assumam os princípios de um paradigma contemporâneo permitindo a cada pessoa usufruir do seu direito de vivenciar ocupações significativas, desenvolvendo-se através da sua participação e promovendo dessa forma a sua saúde, participação, envolvimento e inclusão social.


Caminhamos com uma intervenção ecológica, centrada no cliente, utilizando as atividades significativas como meio ou como objetivo final, para ampliar o desempenho ocupacional das crianças e adolescentes.

Cabe aqui salientarmos nossa compreensão de que as principais áreas de desempenho de papéis de uma criança se dão nos contextos escolar, social e familiar.

É através do brincar, das atividades lúdicas, culturais, de lazer e funcionais como alimentar-se, tomar banho, se comunicar de alguma maneira transmitindo o outro suas vontades e anseios, seja pela oralidade ou comunicação alternativa ou suplementar, através dos processos que envolvem o estar na escola, trocando com seus pares e participando dos processos de aprendizagem de acordo com sua potencialidade, participando de atividades culturais e d lazer que as crianças terão seu pleno desenvolvimento e tendo garantido seus direitos.

Nesse Dia 13, felicitamos a todos os profissionais, que acompanham o desenvolvimento de crianças e adolescentes por longos anos! E gostaríamos de dizer que partilhamos dessa luta, de transformar a abordagem do modelo médico, reducionista, para o modelo social, garantindo a participação das pessoas com deficiências em todos os contextos. Modelo também proposto pela CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade), que é diretriz da OMS (Organização Mundial de Saúde), onde todos os profissionais da saúde devem trabalhar sob a perspectiva funcional. Fisioterapeutas com o olhar dos componentes dos movimentos com foco em estruturas e funções corporais e o Terapeuta Ocupacional com enfoque nas atividades terapêuticas com o objetivo de inserir as pessoas em seus papéis ocupacionais.

Partilhamos dessa luta! E nossa bandeira é “nada, sem a participação de todos”.







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